COOPERATIVAS ELEVAM MENOS JUROS QUE OS BANCOS APÓS CAPTURAR CLIENTES

Atualizado: Jun 16

Um estudo divulgado pelo Banco Central (BC) revela que as cooperativas de crédito atraem novos clientes com a oferta de juros mais baixos no crédito em comparação com os bancos concorrentes. Nos empréstimos seguintes as taxas aumentam, no entanto menos que nos bancos privados.



O estudo “Cooperativas de crédito versus bancos privados: comportamento após a captura de novos clientes”, publicado como box do Relatório de Economia Bancária (REB), extrapola um trabalho acadêmico anterior de economistas do BC que comprovou que os bancos usam uma tática de primeiro baixar os juros para atrair os clientes para, em seguida, subir os juros para extrair lucros. O estudo mostra ainda que, quando as cooperativas oferecem juros mais baixos que os bancos no primeiro empréstimo para atrair novos clientes pessoas jurídicas, sobem os juros mais devagar nas operações seguintes.

Os bancos privados aumentam mais rapidamente os juros e, já na terceira operação, cobram taxas superiores às que as empresas haviam pagado no relacionamento bancário anterior. Entre as cooperativas, essa alta é mais lenta, pois apenas na sexta operação os juros ficam nas redondezas do que as empresas pagavam na instituição financeira anterior.

Os juros cobrados pelos bancos privados a partir da terceira operação ultrapassam em muito o pago pelas empresas em relacionamento anterior, superando-os em 1,6 pontos. Alguns dos exercícios mostram que, no caso das cooperativas, elas apenas empatam com as taxas pagas pelas empresas no relacionamento bancário anterior.

“A evidência empírica é a de que as cooperativas de crédito possuem comportamento qualitativamente semelhante ao dos bancos privados ao subir os spreads após o primeiro empréstimo”, diz o relatório. “No entanto, as estimativas pontuais indicam que a intensidade é substancialmente menor e possivelmente não ultrapassa o break-even, isto é, não ultrapassa o spread do último empréstimo da instituição financeira anterior.”


Autor (a): Dra. Juliana Soares

Fonte: Valor Econômico

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